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Conselheiro se confunde com homônimo de Marcos Braz, acusa VP do Flamengo de agenciar jogadores e cai em ‘fake news’ em ação no Conselho

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Ano eleitoral em clube de futebol costuma ser agitado. No Flamengo não é diferente e ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. Os bastidores na Gávea ficaram movimentados por conta de uma ação do Conselheiro José Carlos Izidro Pereira, o Peruano, contra o atual vice-presidente de futebol do clube, Marcos Braz, no Conselho de Administração.

A reportagem teve acesso ao documento. Nele, Peruano diz que Marcos Braz é funcionário de uma empresa holandesa de agenciamento de jogadores de futebol, a SEG (Sports Entertainment Group). Na declaração, o Conselheiro usa as seguintes palavras: “Caso essa informação seja verdadeira existe inegável conflito de interesse na acumulação dessas duas funções. Como Marcos Braz é Grande-Benemérito a competência para apurar essa grave informação é deste egrégio conselho.’

Peruano também utilizou, em um dos trechos do documento, o Demonstrativo Financeiro do Flamengo de 2020 para tentar provar que Marcos Braz, mesmo que na função de vice de futebol do clube, atua também como empresário de jogadores, além de ser atualmente Vereador do Rio de Janeiro.

“Recentemente o Flamengo publicou seu demonstrativo financeiro, (exercício 2020), sendo que no item 10 ‘contas a pagar de transferência de jogadores’ especificamente no sub item i) ‘composição do passivo de direitos sobre atletas’ existe sob a de rubrica de ‘outros’ no valor de R$ 17.772.000,00 (dezessete milhões setecentos e setenta e dois mil reais) devido de direitos econômicos, repasse e mecanismo de solidariedade.”

Porém, o que Peruano não buscou saber é que existe um homônimo de Marcos Braz (coincidentemente o mesmo nome do vice de futebol) que trabalha, sim, para a empresa citada acima (Sports Entertainment Group). Portanto, a afirmação do Conselheiro rubro-negro trata-se de uma acusação ‘fake’.

A reportagem procurou o agente brasileiro para ouvi-lo a respeito da situação inusitada. Marcos Braz (o empresário), conversou por telefone com o Jornal O Dia e ficou surpreso ao saber da história envolvendo o seu nome nos bastidores da Gávea:

“Eu existo, sim, e trabalho na empresa, que é holandesa, há algum tempo. Meu nome é igual ao dele (Marcos Braz, dirigente do Flamengo), mas eu sou bem diferente dele (risos).”

Quando perguntado se havia feito alguma operação envolvendo jogadores com o Flamengo em um passado recente, Marcos Braz, o agente, disse que chegou a conversar com a diretoria rubro-negra sobre o zagueiro Quinteros, que trabalhou com Rogério Ceni, atual treinador do time, no Fortaleza, mas as conversas não avançaram.

“Chegamos a conversar sobre o Quinteros, mas não evoluiu. Quinteros trabalhou com Rogério no Fortaleza, e ele (Ceni) gosta muito do futebol dele, mas nada avançou”.

A reportagem também procurou Peruano, autor da ação contra o vice de futebol Marcos Braz. Segundo o Conselheiro, ele não sabia que existia um homônimo do dirigente e apenas protocolou a ação, baseado no que está no site ‘Transfermarkt’, especializado em transferências de atletas no mundo da bola. Marcos Braz, em contato rápido, garantiu não ter participação com nenhuma empresa de agenciamento de jogador. O presidente do Conselho de Administração, Bernardo Amaral, ainda analisará o questionamento do sócio, feito nesta quarta-feira.

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