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Gustagol diz que voltaria ao Brasil para jogar no Flamengo: “Não tem muito o que pensar”

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Gustagol joga no Jeonbuk Motors, da Coreia do Sul, e não tem planos de retornar agora ao futebol brasileiro, principalmente pela tranquilidade de vida ao lado da esposa no país com bem menos pressão do que no Brasil. Aos 27 anos, o centroavante pensa em cumprir seu contrato até 2023.

Ele, no entanto, admite que abriria uma exceção, caso houvesse um convite do Flamengo de Rogério Ceni, técnico com quem teve seu melhor ano da carreira. No Fortaleza, em 2018, Gustagol marcou 30 vezes em 45 jogos e foi o artilheiro do Brasil, superando inclusive Gabigol, à época no Santos, com 27 gols.

“Claro, né, velho, não tem muito o que pensar (se voltaria ao Brasil para jogar no Flamengo, caso Ceni chamasse). Jogador é lembrado por título e o Flamengo tem um time muito bom, excelente treinador e jogadores de alto nível. Se continuar desse jeito vai continuar conquistando muitos títulos ainda”, disse, em entrevista exclusiva concedida a Goal.

Apesar de dizer que retornaria ao Brasil para jogar no Flamengo, Gustagol reconhece que dificilmente haveria esse convite pela qualidade da dupla Gabigol e Pedro.

Ao ser questionado sobre o que faria se chegasse uma mensagem de Rogério Ceni o chamando de volta, o atacante disse o seguinte:

“Sei que isso não vai acontecer porque os dois são fantásticos. São dois caras de características diferentes e muito bons. O Gabi, o Gabigol, um 9 de muita movimentação, e o Pedro que é mais de área. Para felicidade do Rogério, os dois vivem um grande momento”, disse Gustagol.

O atacante, aliás, lembra com carinho do trabalho ao lado de Rogério Ceni no Fortaleza, o primeiro ano do agora flamenguista como comandante do Leão. Naquela temporada de 2018, o time foi campeão da Série B com destaque individual de Gustagol.

“A confiança que o treinador me passou. Jogador confiante é outra coisa. Você com a bola no pé querer arriscar e não ter medo de errar. Saber que vai estar tudo bem. Tinha essa confiança do Rogério Ceni. Tive sequência e os jogadores confiavam em mim. A bola chegava toda hora, porque sabiam que a fase era tão boa que de uma ou duas que eu finalizasse seria gol”, disse Gustagol.

Gustavo, o GustagolGustagol em ação pelo Jeonbuk, da Coreia do Sul (FOTO: Getty Images)
“Quando o Rogério Ceni me ligou falando que queria minha contratação disse que eu ia ser o 9 dele e que o time ia jogar para o camisa 9, para fazer a bola chegar no camisa 9, que meu estilo encaixava direitinho no estilo de jogo dele. Fui bem sincero e falei que meu único pedido era para ter sequência, porque em todos os lugares em que tive sequência consegui fazer um bom trabalho. Ele cumpriu a promessa dele, e eu também consegui fazer um bom trabalho”, completou o atacante.

No dia a dia do Fortaleza, Gustagol lembra das cobranças fortes e boa convivência com Rogério Ceni. O ex-goleiro e treinador costumava citar o ídolo do São Paulo Telê Santana, seu técnico no início da carreira, como referência de que as broncas lhe ajudaram.

“Ele é muito exigente no dia de trabalho. Ele falava que pegou um pouco de cada coisa de cada treinador com quem ele trabalhou e com quem ele aprendeu muito foi o Telê que dava muita dura nele. No começo da carreira o Telê deu muito esporro nele para aprender, e disse que isso ajudava ele. E quando ele nos dava esporro não era para levar para o coração e sim como ensinamento para vida. Dependendo do dia ficava bem chateado (com as broncas), mas até um ficava zoando o outro por isso no dia a dia. Ele era exigente naquela 1h30 ou 2h de trabalho, mas depois que terminava era uma pessoa maravilhosa, um coração gigante e só tenho a agradecer por tudo o que ele fez.”

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