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Intolerância rubro-negra com Rogério Ceni tem semelhanças com o que aconteceu com Abel Braga em 2019, diz PVC

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Um dos pontos altos da crise da torcida do Flamengo, com Abel Braga, aconteceu depois de uma derrota para o Atlético, no estádio Independência. Derrotado, de virada, por 2 x 1, Abel disse: “Perder aqui é normal.” Rogério não disse a mesma coisa e até evitou o conflito: “Eu sei que perder aqui não é normal e perder três vezes em dez dias é menos ainda.” Apesar disso, as duas derrotas lembram o que houve em 2019, em comparação com a intolerância atual.

Intolerância, sim.

Curioso que, em 33 partidas de Brasileirão em Belo Horizonte contra o Atlético, o Flamengo tenha vencido apenas seis. Em 82% das visitas ao Galo, o Flamengo não venceu. Perdeu 18, ou 54%. Desculpa aí: perder do Atlético em Minas é normal.

Em dez minutos, dois torcedores se aproximam do comentarista — eu. “E o Rogério Ceni?” A pergunta é recorrente, como quem deseja ouvir que o treinador deve cair. Não é a opinião deste blog. Rogério tem de ser o técnico até dezembro. Depois do fim da temporada, avalia-se o resultado do ano e se decide pela permanência ou pela demissão.

Funciona assim onde o futebol acontece em alto nível.

No Flamengo, funciona em alto nível, mas com trocas constantes. A última vez que um técnico iniciou janeiro e terminou dezembro como treinador rubro-negro foi em 2011, com Vanderlei Luxemburgo. Já imaginou se você tivesse um chefe diferente a cada seis meses?

Em comparação com Abel Braga, 2019, também há a certeza exposta nos rostos dos torcedores do Flamengo de que desse mato não vai sair coelho. Ora, Rogério já foi campeão brasileiro e, mesmo perdendo o jogo da taça, levantou-a. A falta de paciência se vê nas ruas e lembra o que havia nas redes sociais com Abel. Repare: na época, era mais nas redes sociais do que nas ruas.

Rogério Ceni fala sobre as peças de reposição do Flamengo

Rogério Ceni fala sobre as peças de reposição do Flamengo

Esta impaciência não se justifica principalmente pelo fato de que Rogério não pôde contar com seus principais jogadores durante um mês. Nem De Arrascaeta, nem Isla, nem Gabigol, nem Éverton Ribeiro. Também perdeu Gérson, vendido, e Diego, machucado. Isto deveria aumentar a compreensão.

Em vez disso, intolerância. Como havia com Abel.

Naquela época, estava claro que Abel não resistiria. Hoje, não é tão evidente que Rogério não possa resistir. Mas ele terá de melhorar sua comunicação. Desde a chegada de Rogério ao Ninho do Urubu, a torcida torce o nariz. Festeja as vitórias e condena o treinador nas derrotas. É como se alguém afirmasse que o Flamengo ganha apesar de Rogério. Era o que se dizia sobre Abel.

Fonte: Globo Esporte

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