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Rodrigo Caio relembra cobrança final de título do Flamengo e mudança em cima da hora: “Convicção”

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Não à toa Rodrigo Caio foi o último a bater pênalti na decisão da Supercopa, contra o Palmeiras. Após algumas experiências ruins, o zagueiro passou a se sentir desconfortável nas cobranças. Mas, neste domingo, ele superou os próprios receios para chutar com precisão e fazer o gol que deu o título para o Flamengo.

Em entrevista ao Seleção SporTV, nesta segunda-feira, o nono batedor do Flamengo descreveu como conseguiu vencer o goleiro Weverton, que já havia defendido cobranças de seus companheiros.

– Como já estavam formados todos os batedores eu e o Arão ficamos por último. Não me sinto confortável batendo penalti. Em 2013, teve uma disputa de quartas de final contra a Penapolense. Eu treinava bem durante a semana, mas errei o pênalti no jogo e acabamos eliminados. No Pré-Olímpico acabei batendo errado. Depois não bati mais. Eu ficava desconfortável. Mas naquele momento, estava tranquilo quando o Michael acertou. Percebi que Weverton estava pulando muito para o lado direito. Pensei: “vou bater no meio porque, ele vai pular cruzado. É batida de confiança. Quando cheguei para bater, estava muito convicto que ia bater forte. Mas quando olhei para o Weverton tive convicção de que ele ia parar para o meio. Pensei: “o que me sobra é bater do lado. Se você vir, a batida é muito reta. Pensei: “se ele pular, não vai pegar”. Foi uma batida com convicção forte – explicou.

Outro pênalti foi marcante para o zagueiro, o que ele mesmo cometeu sobre Rony, no segundo tempo, e que ocasionou o gol de empate do Palmeiras.

– Foi um lance que acabei me descontrolando. Esse desequilíbrio acabou me afetando porque acabo tentando encostando a mão nele para sentir, acabo me descontrolando e isso me atrapalhou. Num primeiro momento, acreditava que tinha puxado apenas fora da área, até por estar desequilibrado, mas dentro da área, senti que não tinha. Depois do jogo, vi que teve um puxão, não sei se foi tão forte para marcar pênalti, mas a avaliação é do árbitro. Claro que é um lance que fica na cabeça, sou um jogador que procurar se municiar muito, a gente sabe que o atacante espera muito isso. Eu coloquei a mão nele porque estava desequilibrado e acabei segurando – revelou.

Rodrigo Caio também comentou as mudanças no setor defensivo rubro-negro promovidas por Rogério Ceni, que desde o fim do ano passado, recua William Arão para a defesa, deixando a responsabilidade de proteger a zaga para Diego e Gerson, jogadores com características mais ofensivas.

– Com a descida do Arão a gente tem 2 jogadores que são mais meias do quu volantes, Gerson e Diego. Então a gente tem a dificuldade da recomposição em alguns momentos, é normal pelas características. Mas a gente vem crescendo, o Rogério tem conseguido direcionar para que estejam posicionados quando estão sem a bola. Claro que a gente acaba sofrendo um pouco ali atrás porque não temos um Arão na parte do meio campo, que tem uma visão muito boa para interceptar um passe, mas a gente está crescendo com a sequência de jogos, com o Rogério direcionando – avaliou.

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Primeiro gol do Palmeiras

No início do lance, estou um pouco aberto, para dar opção para o Filipe (Luís). Depois, a gente ouve um grito do Rogério para que eu saia e a bola vá para o Diego. O Diego falou que tentou se desfazer da bola, ele tenta isolar a bola, e o Felipe Melo deu um passe. Não tirou a bola, foi um passe. E ali tem todo mérito do Veiga, que fez um lance brilhante. Fiquei com a impressão que se eu desse um carrinho conseguiria tirar, mas depois vi o jogo e vi que foi tão rápido, ele já estava à frente.

Atuação no lado esquerdo da defesa

Eu joguei duas temporadas no lado esquerdo no São Paulo e me adaptei bem, é um lado que gosto porque na minha visão tem mais possibilidade de encontrar passes, mas precisa de treinamento e sequência. Nesta temporada joguei do lado esquerdo, mas tive poucos treinamentos. Perdi um pouco da pré-temporada por causa da lesão, consegui fazer físico, mas não trabalho técnico. Preciso de ritmo e tempo para me acostumar. Com a nossa saída de bola, eu jogo mais por dentro porque o Filipe se torna um zagueiro para esquerda. Então você precisa se adaptar, sentindo as situações na partida para se posicionar.

Sonho de jogar uma Copa do Mundo

Tenho o sonho de disputar uma Copa do Mundo. Em 2018, acredito que faltou um detalhe, tive uma lesão perto da convocação, acabou atrapalhando. Sei que o sonho depende do meu trabalho, o clube me dá toda a oportunidade para alcançar o objetivo no futuro.

Momento no Flamengo

É o melhor momento da carreira. Minha cabeça mudou muito. Nosso auge acontece entre 27, 28, 30 anos ainda mais para zagueiro. Me sinto preparado hoje. O mais importante foi tomar a decisão de vir para o Flamengo. Nossa vida é tomada de decisão e dependemos dela. Em alguns momentos na carreira, minhas decisões não foram as mais corretas, tive oportunidades de sair no São Paulo, tive possibilidade de construir outra carreira em outro lugar, decidi ficar, e não me arrependo. Sempre que tomo decisão é de coração do que estou sentindo. Então, quando vim para o Flamengo, me entreguei para esse desafio 100%. Clube maravilhoso, me deu todo respaldo para crescer.

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